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Análise: Novas compras de B2W e Magazine Luiza jogam foco em integração

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Magazine Luiza e B2W anunciaram hoje novas aquisições de companhias com intuito de ocupar “gaps” em seus ecossistemas de distribuição e tecnologia do “marketplace” (shopping virtual). Foram dois anúncios de Magalu e B2W com apenas uma hora de diferença entre eles, segundo documentos protocolados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Apesar de as aquisições, boa parte delas voltadas ao marketplace, terem começado em 2017, uma análise mais detalhada mostra que desde 2020, ano de escalada do digital, as duas vem acelerando as compras de startups e pequenos negócios para construir uma plataforma de serviços e produtos digitais.

A Via Varejo, que vem construindo sua plataforma de forma mais recente, também avançou com projetos de aquisição a partir do ano passado.

A questão central hoje é: no caso de Magazine e B2W, no marketplace já há alguns anos, esse ecossistema está mais perto de estar pronto? Está claro no mercado que as compras devem continuar — nessa busca por ativos espalhados pelo país — mas os “gaps” principais estão sendo resolvidos com essas aquisições, ou isso ainda está muito distante?

Além disso, o avanço da integração dos negócios adquiridos à plataforma já montada é algo que as empresas abrem poucos detalhes em teleconferências com analistas e investidores. E isso envolve alguns processos sensíveis, em termos de unificação de sistemas, de práticas e processos internos, dizem especialistas na área.

Para se ter uma ideia do volume de compras recentes, e do desafio dessa montagem do ecossistema de logística e tecnologia, o Magazine Luiza adquiriu, desde 2017, 20 empresas, basicamente startups regionais. Dessas 20, 16 foram após janeiro de 2020, portanto, em menos de um ano e meio. Isso equivale a quase uma por mês. São negócios voltados para montar sistemas de tecnologia e gestão aos lojistas do seu site, e que melhore a logística de entrega. Ainda há operações de delivery, de venda de conteúdo (cursos) e mídia digital.

Na B2W, foram quatro compras desde janeiro de 2020, segundo cálculos do Valor, um número menor, mas entra nessa conta a SuperNow, talvez uma das aquisições mais estratégicas do setor dentro do formato de venda alimentar — um dos focos dos marketplaces hoje.

No caso da Via Varejo, foram pelo menos cinco aquisições ou associações desde início de 2020, parte delas com a empresa entrando como sócia minoritária de startups voltadas à inovação.

Anúncios no mesmo dia Foi por meio da subsidiária SuperNow que a B2W anunciou hoje a compra da Shipp do Brasil, plataforma de delivery fundada em 2017 no Espírito Santo, que recebe pedidos de supermercados, farmácias, restaurantes, e outros estabelecimentos. São 10 mil entregadores cadastrados em cerca de 700 cidades.

O sistema deve ser usado para avançar com o modelo de entrega mais rápida, em poucas horas, algo que B2W, Magazine Luiza e Via Varejo vêm tentando dar um gás maior nos últimos meses, mas que exige estrutura logística avançada, boa gestão de estoques e eficiência dos sistemas de tecnologia.

Também hoje, o Magazine informou a aquisição da empresa SmartHint Tecnologia, sistema de busca inteligente e de recomendação de compra. A empresa tem cerca de 1.000 clientes. A ideia é “aumentar a assertividade” da busca dentro do seu “superapp”, diz a empresa, que conta com 26 milhões de itens disponíveis.

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