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ABOL na Mídia

ABOL modera painel sobre avanços e desafios para Aumento da Competitividade dos portos

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Competitividade, conectividade, integração, inovação e disrupção tecnológica, aliadas à desburocratização e gestão eficiente, foram as palavras chaves que dominaram o primeiro painel desta quinta-feira, no segundo dia do 2º Seminário de Competitividade do Setor de Infraestrutura, organizado pelo Ministério de Infraestrutura do Governo Federal em parceria com a FDC (Fundação Dom Cabral). Durante uma hora e meia especialistas falaram sobre mudanças, projetos e investimentos considerados fundamentais para que o Brasil tenha avanços significativos na competitividade portuária nos próximos anos.

Convidado para mediar o debate, o diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles, destacou a impressionante modernização verificada nos portos brasileiros desde a década de 90 tendo olhar privilegiado da SNPTA (Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários), do MINFRA, a qual tem como titular, Diogo Piloni. Além disso, Meireles enfatizou a importância da gestão para o desenvolvimento do setor.

“Vivemos uma disrupção conceitual de planejamento e gestão. Precisamos ter visão integrada do que realmente buscamos para nos tornarmos mais eficientes e competitivos. A integração portuária com a hinterlândia e todas as áreas que contribuem para o desenvolvimento do ecossistema logístico se faz necessária”, afirmou o executivo ao analisar a exposição dos participantes.

O projeto da BR do Mar, que está intrinsecamente ligado ao avanço da cabotagem no Brasil, também foi enfatizado por Meireles. “A cabotagem é absolutamente fundamental para a conectividade com o sistema multimodal e nós vemos que ainda há necessidade de haver uma doação maior dos outros stakeholders para avançarmos mais com a BR do mar. Às vezes ficamos idealizando, mas o ideal está muito distante. Precisávamos ter mais conectividade para que a nossa BR do Mar navegasse com mais celeridade. A cabotagem garante uma distribuição mais lógica da matriz reduzindo, assim, o Custo Brasil”. 

Participaram do painel, o secretário Diogo Piloni, que trouxe o detalhamento da agenda SNPTA, fazendo direta correlação com a fala dos dois outros palestrantes, Jan Hoffmann, chief, trade logistics branch, DTL at UNCTAD e  e o regional group director, Enterprise Singapore, Francisco Zanotti Rios. Hoffmann trouxe o resultado do Índice de Conectividade do Transporte Marítimo Regular (da sigla em inglês LSCI) do Fórum Econômico Mundial, sendo seguido por Francisco Rios, que falou sobre a competitividade do ecossistema do Porto de Singapura. Certo da importância da integração e, principalmente, da conectividade, Rios mostrou o caminho a ser seguido por Singapura para continuar no processo de crescimento.

“Estamos olhando para o ecossistema muito além do porto. Para o porto funcionar não podemos ficar apenas na infraestrutura ou parte portuária. Estamos contribuindo ativamente nas principais plataformas, com integração e harmonia, pensando não só no que existe, mas no que vai existir daqui pra frente. Temos a indústria local não só no setor portuário, estamos fazendo desafios corporativos e nesse ano entendendo 30 problemas a serem solucionados. O desafio industrial é uma coisa q vamos continuar fazendo em todos os setores para trazer inovação a Singapura”, disse Rios.

Em sua exposição, Piloni ressaltou a questão da privatização das autoridades portuárias, garantindo mais celeridade e flexibilidade ao mercado, de forma que traga mais eficiência e governança, como acontece nas operações. Segundo ele, os primeiros cases já estão em andamento, começando pelo Espírito Santo, seguido por Santos e São Sebastião. “Buscamos um novo marco para a gestão portuária”, disse. O lançamento de seis editais de licitação para arrendamento de novas áreas em 2021 também foi revelado pelo secretário. Até 2022, serão mais de 30 arrendamentos com investimentos superiores a R$ 6 bilhões dentro dos portos organizados.

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