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Notícia

ABOL Day fala sobre segurança psicológica nas empresas

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“Quanto menos a gente deixar as pessoas em modo ameaça, mais resultados positivos teremos, assim como um ambiente de negócios saudável e um desempenho maior. As pessoas vão poder falar e falhar e também saberem que estão sendo cobradas por resultado e isso não tem problema algum”. Foi com essa reflexão que a psicóloga Márcia Lourenço encerrou a sua palestra no ABOL Day, realizado em formato virtual na manhã desta terça-feira. O encontro, voltado exclusivamente aos associados da ABOL, destacou a importância de oferecer segurança psicológica aos funcionários, sobretudo neste momento, no qual as empresas estão retornando ao ambiente de trabalho, diante do arrefecimento da pandemia da Covid-19. 

De acordo com a especialista, que conta com 30 anos de experiência profissional, um ambiente psicologicamente saudável está intimamente ligado à dor social das pessoas, por isso a necessidade de mapear os traços de cultura do ambiente onde estão inseridos. A própria questão da diversidade, em destaque atualmente, é, muitas vezes, aplicada de forma indevida, mencionou Márcia. Para ela, deixar uma empresa diversa significa colocar essas pessoas em espaços onde consigam trabalhar e obter resultados juntas, fornecer diretrizes e expressar valorização. 

“É preciso atenção aos detalhes, ter um entendimento do nosso cérebro social. Oferecer segurança psicológica não é apenas ser gentil, concordar com tudo ou deixar o funcionário à vontade, vai muito além. Segurança psicológica é um estado cognitivo que afeta a todos em toda a companhia. A caixa de ferramentas da liderança para construir a segurança psicológica inclui preparar o terreno, solicitar a participação e responder produtivamente”, destacou Márcia, que atuou como executiva de RH em grandes empresas nacionais e multinacionais. 

Segurança psicológica é:

- assumir riscos;\

  • uma jornada de construção de comportamento;\
  • tem a ver com cultura e liderança;\
  • refere-se ao clima no trabalho;\
  • tem a ver com um ambiente franco.

O custo do silêncio também foi abordado pela psicóloga, que deixou claro os prejuízos trazidos por esse comportamento, uma vez que as pessoas não se arriscam, não querem colocar as suas opiniões, muitas vezes assumem que uma outra pessoa sabe mais do que ela, não questionam a autoridade e não dão voz a algo que passa em suas mentes. Diante desse cenário e, inclusive, do aumento dos casos de Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional, os debates em torno do tema têm se tornado essenciais.

“O retorno gradativo às empresas vai fazer com que seja preciso lidar com adversidades múltiplas e diversas. Precisamos refletir sobre esse momento e entender como será o futuro. É necessário olhar com cuidado para os trabalhadores, principalmente os de RH, que são fundamentais nesse período de retorno às atividades e também devem ser vistos com atenção”, finalizou a diretora executiva da ABOL, Marcella Cunha.

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