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Centro-Oeste e o desafio logístico de dar vazão ao potencial de crescimento da região

A pujança do Centro-Oeste brasileiro e a necessidade de se estruturar corredores de escoamento da produção foi tema do webinar promovido pelo Comitê Centro-Oeste Export

A pujança do Centro-Oeste brasileiro e a necessidade de se estruturar corredores de escoamento da produção foi tema do webinar promovido pelo Comitê Centro-Oeste Export, do Brasil Export. Coordenado pelo diretor presidente da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos que também preside o comitê regional, o evento reuniu o conselheiro do Centro-Oeste Export e diretor executivo do Movimento Pró Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, o CEO da Hidrovias do Brasil, Fabio Schettino, o diretor-executivo da ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários,  Fernando Paes e o CEO da Brado Logística, Marcelo Saraiva, associado-fundador da ABOL.

Cesar Meireles agradeceu ao CEO da UNA Eventos, promotora do fórum, a presença dos mais de 55 executivos, representantes de entidades e especialistas que participaram do evento e mencionou o papel nevrálgico da logística para a região Centro-Oeste, sobretudo no desenvolvimento do Arco Norte. Reiterou, como de costume, o baixo investimento em logística no Brasil, bem assim a melhor estruturação dos marcos regulatórios, para que haja contrapartidas externas.  “Acredito plenamente na multimodalidade e esta discussão mostra a contribuição positiva que a eficiência da multimodalidade tem a oferecer para o crescimento da região”.

Edeon Vaz enfatizou a importância da iniciativa do Comitê Centro-Oeste, que está se estruturando como um fórum de discussão sobre os gargalos logísticos da região no que se refere à importação e exportação. “Temos um problema pela frente que é o aumento da projeção da produção agrícola da região e a melhor maneira de escoá-la. Temos que equilibrar o volume transportado por rodovia, aumentando a presença da ferrovia e da hidrovia. Outra alternativa é o contêiner, cujos volumes transportados na modalidade têm aumentado"". Mencionando os números do setor, Edeon Vaz, destacou que da porteira para dentro das fazendas o Brasil é extremamente eficientes, mas da porteira para fora, há uma distorção importante.

Falando sobre a integração da logística com a hidrovia, Schettino, da Hidrovias do Brasil, comentou sobre a existência de uma matriz de transporte mais eficiente a ser explorada, especialmente, quando se leva em conta a oferta de transporte fluvial do país. “Mas a falta de infraestrutura logística nos limita e compromete o crescimento do país como um todo. Investimos mais de R$ 1 bilhão na construção da nossa infraestrutura para dar corpo ao nosso sistema integrado no Arco Norte, região que se mostrou com potencial ainda pouco explorado. Hoje temos quase a mesma capacidade que o porto de Santos para o escoamento de cargas”, disse. Segundo ele, a estruturação das estradas de acesso permitiu à Hidrovias do Brasil ganhar corpo e capilaridade e reduzir o frete em quase R$ 100 por tonelada. “No Centro-Oeste tem carga para todo mundo. Não acredito na polarização; é a relação de colaboração que nos permitirá crescer. Devemos, sim, diminuir a dependência do caminhão para movimentos de grande distância, passando a incorporar a ferrovia, com o projeto Ferrogrão, e a hidrovia, como alternativa logística. Apostamos no potencial da região Centro-Oeste e planejamos duplicar o nosso sistema até 2023”, adiantou.

Paes, da ANTF, lembrou que produção de grãos vem avançando em direção ao norte do país, sem que haja infraestrutura para a movimentação dessas cargas. “Precisamos avançar na construção de mais capilaridade das malhas para ganhar eficiência no escoamento. Muitas empresas do setor têm buscado a multimodalidade nos seus próprios negócios, conjugando ferroviário, hidrovia e o rodoviário. É uma abordagem absolutamente necessária”.

Já Saraiva, da Brado, uma das associadas fundadoras da ABOL, enfatizou que é na multimodalidade que a melhor solução logística se viabiliza. “Somos uma operadora logística que usa a ferrovia como seu principal modal, mas sem limitar-se a uma única solução logística. Fazemos o door-to-door, dando suporte e fomentando a produção nacional. Incluímos o dobble stacker, o que nos permitiu crescer 44% em volume na mesma linha férrea Rondonópolis - Campinas – Rondonópolis e no ano que vem expandiremos para Campinas – Imperatriz- Campinas, inaugurando uma nova tecnologia estrutural, que é o contêiner de 53 pés, que acrescenta mais 12% no volume total”.

Acompanhe nossas notícias para ficar sabendo dos próximos eventos com a participação da ABOL e seus associados.


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