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Prezados(as) Senhores(as),

Cumprindo sua missão de manter o setor informado e atualizado, a ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos demandou à FDC - Fundação Dom Cabral a realização de amplo e profundo estudo sobre o Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil, o qual trouxe dados relevantes sobre a indústria, bem como dados e informações sobre o tamanho do mercado, comprovando, uma vez mais, sua pujança e extrema importância para o desenvolvimento do país.

O texto a seguir é escrito por Carlos Cesar Meireles Vieira Filho, MSc, presidente executivo da ABOL e por Paulo Resende, professor e coordenador do Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da FDC – Fundação Dom Cabral, e Conselheiro Consultivo da ABOL.

Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil

As operações logísticas se transformaram base para a eficiência das cadeias produtivas. Nesse contexto, o operador logístico se encaixa como um elemento fundamental no fornecimento de um complexo e variado conjunto de funções que tem como objetivo aumentar a eficiência e a produtividade, contribuindo, sobremaneira, para a criação de valor pela otimização da relação “excelência do produto e excelência do serviço”. Sendo assim, a busca pela valorização institucional do papel do operador logístico encontra abrigo nas principais economias mundiais.

Fundada em 2012, a ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos, tem como propósito a representação do setor, a busca pelo seu reconhecimento, a disseminação do seu conceito e a obtenção do marco regulatório, ações estas que convergem para a maximização da segurança jurídica da atividade, considerada essencial para o desenvolvimento econômico do país.

O setor, que vem se consolidando ao longo dos 30 últimos anos, cresce a dois dígitos por ano, é intensivo de mão de obra, capital e tecnologia. Originado no transporte e na armazenagem de cargas, os operadores logísticos, ou 3PL – Third Party Logistics, como são mundialmente conhecidos, vêm diversificando seu portfólio de serviços, constituindo-se em uma plataforma completa de soluções para a cadeia de suprimentos e distribuição, caracterizado como um prestador de serviços logísticos one-stop-shopping, ou seja, em um único operador logístico, os vários serviços são oferecidos, encontrando tudo o que o embarcador precisa em apenas uma só contratação.

Podemos afirmar que no Brasil esta atividade vem ganhando forma a partir dos anos 90 com o advento da globalização e o fim da inflação em 1994, fortalecendo-se, paulatinamente, com a interiorização da economia, com a pluralidade das cadeias produtivas e a sofisticação tecnológica. Nessa nova realidade, busca-se não mais quem se baseia somente em menores custos operacionais nas múltiplas contratações, dado que, com esta ênfase, o cliente corre elevado risco de retrabalhos com múltiplas contratações, o que encarece, fatalmente, a cadeia de suprimentos para todos.

Os operadores logísticos devem, portanto, ser reconhecidos como capazes de coordenar redes complexas através do fornecimento de uma variedade de atividades logísticas, que vão desde a operação de centros de distribuição, gerenciamento de frotas de transportes, realização de serviços afins com valor adicionado, entre outros.

Esse setor, de elevada relevância para o país, ainda não é regulamentado e não dispõe de uma CNAE – Classificação Nacional da Atividade Econômica própria. Sendo um integrador de atividades logística, termina por ser, de igual forma, um gestor de CNAE, dentro do portfólio de serviços prestados, o que lhe confere, como nenhum outro, expertise operacional com a exata compreensão dos aspectos fiscais, tributários, trabalhistas e sindicais dos elos da cadeia logística de valor, incumbindo-se da gestão profissional e responsável do compliance das operações, propiciando segurança jurídica ao embarcador.

Nesse contexto, a ABOL, desde a sua fundação, vem aprofundando entendimentos tanto no Brasil quanto no exterior, para que possa estruturar consistentemente o setor, criando um ambiente competitivo no âmbito regulatório, que promova agilidade, flexibilidade, produtividade e ganhos de escala primando sempre pela redução do risco e custo em toda a cadeia de valor.

Para a precisa compreensão e evolução da matéria, a ABOL promoveu, nos anos 2014 e 2015, amplo estudo para a correta contextualização, definição, caracterização de melhores práticas, níveis de serviço, indicadores de desempenho e certificações para o setor, com o consórcio formado pela KPMG Consulting, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Júnior e Quiroga Advogados e a FDC – Fundação Dom Cabral. O Estudo Completo, que deu forma definitiva ao setor, está disponível, gratuitamente, na página da entidade www.abolbrasil.org.br/estudo-completo.

Desse estudo, dentre muitas entregas, estava a definição do operador logístico e a mensuração do setor. Para todos fins, a partir de então, define-se operador logístico como sendo uma pessoa jurídica capacitada a prestar, através de um ou mais contratos, por meios próprios ou por intermédio de terceiros, os serviços de transporte (em qualquer modal), armazenagem (em qualquer condição física ou regime fiscal) e gestão de estoque (utilizando sistemas e tecnologia adequada).

A partir da definição e servindo-se das principais classificações das atividades preponderantes, identificou-se, pela primeira vez no país, o tamanho desse mercado. Este estudo, entregue em 20/05/2015, trabalhou os dados de 2013. Partindo-se de um universo de mais de mil e setecentas empresas selecionadas em fontes primárias (dados das empresas, sites) e secundárias (publicações, revistas, anuários), chegou-se a 159 empresas com o perfil adotado para o operador logístico. Essas empresas produziam uma Receita Operacional Bruta (ROB) superior a R$44,3 bilhões por ano, tinham como faturamento médio por empresa R$278,6 milhões, gerando cerca de 710.084 empregos diretos e indiretos. A atividade, que investe aproximadamente 3,0% da ROB anual, ainda é um robusto contribuinte, conquanto, naquele primeiro estudo, mostrava arrecadar algo como R$9,2 bilhões em impostos, tributos, contribuições e encargos sociais.

Com a oscilação da economia, registrando nos anos de 2015 e 2016 forte impacto na redução do Produto Interno Bruto (PIB), com números negativos próximos a 8,0%, a ABOL promoveu novo estudo em 2017 (com base em 2016), desta vez com o auxílio da consultoria Parallaxis. Ainda que tenha demonstrado um aumento expressivo no número de players no mercado, identificando cerca de 249 empresas com o perfil de operador logístico, a confiabilidade dos dados mostrava-se tênue, dado que ainda levava em conta, como base de pesquisa, as mesmas fontes primárias e secundárias das empresas pesquisadas, produzindo-se variável proxy para maximizar o resultado provável.

Esse estudo estimou a ROB anual superior a R$65,2 bilhões, com redução do faturamento médio por empresa, aproximado a R$266,1 milhões, gerando de forma direta e indireta, cerca de 1.097,707 empregos. Nele também se confirmou o real impacto de arrecadação, superior a R$13,6 bilhões anuais.

Quando não se dispõe de uma CNAE própria, o exercício para calcular o tamanho de mercado é hercúleo, o que levou a ABOL, uma vez mais, a ampliar seu espectro de conhecimento, podendo oferecer ao mercado, dados cada vez mais confiáveis.

Assim, em maio do ano corrente, a ABOL se juntou à FDC para realizar mais uma pesquisa, desta vez com maior base científica. O novo estudo utilizou-se de metodologias para cálculo dos cenários e indicadores, trabalhando com uma extrapolação dos resultados da pesquisa para o universo dos operadores logísticos no Brasil de 67 respondentes para 269 empresas.

O Quadro 1, a seguir, mostra uma comparação evolutiva entre as pesquisas de 2014, de 2017 e de 2018. Nas pesquisas de 2014 e 2018 foram empregadas técnicas de extrapolação com base nas médias das faixas usadas no questionário de pesquisa. Assumiu-se na pesquisa de 2018, que a amostra apresenta as mesmas distribuições de representatividade do universo, conforme descrito a seguir:

  • ROB: utilizou-se a média das faixas de ROB da amostra, ponderadas pela representatividade percentual de empresas em cada faixa, e extrapolada para 269 empresas do universo.
  • Média de ROB por empresa: dividiu-se o ROB do universo por 269 empresas.
  • Pessoal CLT e Terceirizados: utilizou-se a média das faixas de CLT e Terceirizados da amostra, ponderadas pela representatividade percentual de empresas em cada faixa, e extrapolada para 269 empresas do universo.
  • Pessoal indireto (cadeias periféricas): utilizou-se o índice de 1,91 que representa o multiplicador tradicional para efeitos em outras cadeias da dinâmica de operação logística.
  • Recolhimento de impostos e encargos trabalhistas: utilizou-se a média das faixas de recolhimento de impostos e encargos trabalhistas da amostra, ponderadas pela representatividade percentual de empresas em cada faixa, e extrapolada para 269 empresas do universo.

Desse estudo, elaborado em 2018, com base em 2017, chega-se a um mercado composto por aproximadamente 269 empresas, com ROB anual igual a R$81,4 bilhões, o que representa um faturamento médio de R$302,6 milhões por empresa. Intensivo de mão de obra, o setor emprega, de forma direta (CLT e Terceiros), indireta (Cadeias Periféricas), 1.462.248 brasileiros, o que demonstra a sua extrema relevância socioeconômica do país. Observa-se ainda, a elevada carga tributária imposta, conquanto registra-se algo próximo a R$23,1 bilhões arrecadados anualmente, em tributos, impostos, contribuições e encargos trabalhistas.

Nesse estudo, buscou-se expandir o espectro da pesquisa, trazendo com maior especificidade e amplitude, dados e informações preciosas para os atuais players, para os interessados em investir no setor, e para os demais stakeholders.

A seguir, de forma resumida, já que a Pesquisa Completa se encontra disponível no site da entidade, seguem alguns dados da pesquisa. Para ter acesso ao Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil, acesse http://abolbrasil.org.br/pdf/1539630935.pdf, no site da ABOL, aba Fatos& Dados, campo Apresentações e Artigos.

Segmento de atuação por CNAE:

  • 85% das empresas possuem o CNAE no segmento de Transporte (em qualquer modal ou condição), seguido por Armazenagem (em qualquer regime fiscal e/ou condição física), com 79%.

Regiões de Atuação:

  • 26% das empresas que compreendem a amostra são da região Sudeste do Brasil, em seguida temos as regiões Sul e Nordeste com 23% e 19%, respectivamente.
  • A sede (matriz) de 65% das empresas pesquisadas também está na região Sudeste.

Mercados de Atuação (Cadeias Produtivas):

  • A pesquisa dá conta dos principais mercados de atuação:
  • Automotivos e Autopeças.
  • Alimentos e Bebidas.
  • Cosméticos.
  • Químicos e Agroquímicos.
  • Saúde Humana.
  • Eletroeletrônicos.

Serviços Prestados:

  • Na maioria das empresas pesquisadas, a Armazenagem Geral e o Transporte de Carga são os maiores destaques de atuação e, no caso do Transporte, corrobora com o perfil da matriz de transporte brasileira que concentra mais de 65% no modal rodoviário.

Frota: Veículos Próprios vs. Agregados:

  • A conclusão é que a terceirização se faz presente de forma expressiva neste segmento de mercado, corroborando a característica de um setor asset light, ou seja, detentor de poucos ativos.
  • A relação entre eles é de quase 1 para 5 veículos.

Certificações:

  • O setor demonstra elevada preocupação com a qualidade dos serviços prestados, um reflexo disso é que todas as empresas respondentes possuem, no mínimo, um certificado. Com destaque para os certificados Anvisa, ISO9000 (Gestão da Qualidade) e SASSMAQ (SSMA no Transporte).
  • Os certificados ISO28000 (Segurança em SCM) e ISO34000 (Gerenciamento de Risco), não obtiveram respostas.

Outros dados qualitativos de espectro mais amplo, foram também foco da pesquisa e trazem revelações fundamentais.

Avaliação da Legislação Vigente:

  • As empresas respondentes avaliaram mal e com elevada preocupação a legislação vigente, demonstrando insatisfação com a mesma. Avaliaram 43% como Razoável e 30% como Ruim.
  • A avaliação “Muito Bom” não recebeu respostas!

Avaliação de Políticas Fiscais, Tributárias e Trabalhistas:

  • As Políticas Fiscais, Tributárias e Trabalhistas sofreram elevadas críticas pelos respondentes da pesquisa, e 58% destes avaliaram como Péssima.
  • A pesquisa comprova que os pontos acima são importantes desafios a serem superados também por este segmento.

Causas da Terceirização no Setor:

  • O setor é uma atividade objeto de terceirização de serviços dos embarcadores (Indústria, Agroindústria e Comércio em Geral). Como detentor de poucos ativos e provedor de soluções logísticas em largo espectro, os operadores logísticos são relevantes subcontratantes.
  • As principais causas da terceirização estão atreladas à atividade fim das empresas, uma vez que 20% opta pela flexibilização nas operações, 17% em função dos encargos trabalhistas e 16% preza pela qualidade dos serviços prestados.

Porcentagem da ROB Investida em Headcount CLT:

  • Aproximadamente 80% das empresas reinvestem de 1% a 30% da ROB em seus funcionários, o que comprova a preocupação constante com o Desenvolvimento do Capital Humano.

Porcentagem da ROB Investida em Headcount Terceiros:

  • Em contrapartida, 76% das empresas respondentes investem até 10% em colaboradores terceirizados.

Porcentagem da ROB Paga em Impostos:

  • A alta carga tributária incidente no segmento é muito impactante, tratando-se de empresas de serviços. Um 75% das empresas respondentes pagaram até 20% de sua ROB em impostos.
  • Principais Tributos Incidentes na operação: ICMS, PIS, COFINS, IRPJ,CSLL e ISS.

Porcentagem da ROB Paga em Encargos Trabalhistas

  • Pode-se afirmar que 70% das empresas pagaram até 10% de sua ROB em Encargos Trabalhistas.
  • Principais Encargos incidentes: INSS e FGTS.

Porcentagem da ROB Investida em OPEX:

  • Aproximadamente 85% das empresas respondentes, investiram até 20% em OPEX.
  • Do total, mais de 50 empresas investiram até 10% de sua ROB em OPEX.

Porcentagem da ROB Investida em CAPEX:

  • Aproximadamente 90% das empresas respondentes, investiram até 20% em CAPEX.
  • Do total, mais de 50 empresas investiram até 10% de sua ROB em CAPEX.

Áreas de Investimento:

  • O principal foco de investimento é para aumentar a área de armazenagem, uma vez que 20% das empresas demostraram este destino ao investimento.
  • Em seguida vieram a modernização de instalações e infraestrutura e em inovação tecnológica (máquinas, equipamentos e software), ambas com 15%.

Valuation de Carga Transportada:

  • As empresas respondentes comprovam o alto valor agregado de suas cargas transportadas, uma vez que 42% transportaram cargas que somadas são avaliadas em mais de R$2 Bilhões de reais. Segurança, portanto, também é core para os operadores logísticos.

Entraves e Dificuldades Enfrentadas:

  • As Principais Dificuldades encontradas pelos operadores logísticos, são:
  • Carga tributária (87,88%).
  • Altos Custos Diretos (78,79%).
  • Infraestrutura deficiente em todos os modais (72,73%).

Impacto Sobre o Frete: 

  • Os maiores impactos sobre o preço do frete relatados pelos respondentes são o preço dos combustíveis e o roubo de carga, que oneram a prestação do serviço.

O Que Tem Sido Feito para Reduzir os Custos Logísticos:

  • A Terceirização de frota e serviços logísticos é novamente destaque entre os respondentes, de forma que pode ser considerada um diferencial competitivo destas empresas, uma vez que a regionalidade influencia diretamente neste quesito.

A Greve dos Caminhoneiros e o Impacto da Tabela de Frete Mínimo:

  • As empresas respondentes afirmaram que a Tabela de Frete Mínimo será maléfica para o setor, uma vez que pode vir a onerar a terceirização dos serviços logísticos.
  • Isso pode levar a aquisição de veículos pelos operadores logísticos e embarcadores.

Conclusões:

O estudo traz as questões cruciais não só para o setor como para o país.

Revela o quanto o anacronismo da infraestrutura viária impacta na eficiência e eficácia operacional, ratificando que se faz mister a retomada do investimento na logística do país, quer seja em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, retroportos, hidrovias, entroncamentos viários, acessos urbanos etc.

Enfatiza ainda, de modo claro, o quanto a carga tributária e a complexidade fiscal são maléficas para a prestação de serviços logísticos. A reforma tributária e fiscal para o país significa fator crítico de sucesso para a retomada do desenvolvimento.

O estudo ainda evidencia que o roubo de cargas é um verdadeiro óbice ao crescimento sustentado da atividade. A segurança é, portanto, um dos pontos fundamentais a serem tratados pelo próximo governante.

Mostra, outrossim, que decisões equivocadas tomadas pelo governo impactam de plano a atividade econômica, exemplificando com clareza, o grande equívoco que foi o tabelamento de frete, com fixação de preços mínimos. Além da inconstitucionalidade do ato, fere, frontalmente, a lei de livre mercado!

Por outro lado, o estudo mostra dados alvissareiros, demonstrando o comprometimento do setor com a excelência operacional, com a operação segura a baixo custo para o embarcador. Deixa, de forma clara, o quanto se investe no desenvolvimento do capital humano, em áreas operacionais, em equipamentos (hardware), em sistemas (software), em inovação tecnológica.

Os operadores logísticos no mundo, e no Brasil também, são faróis em inovação e estão na vanguarda dos mercados.

A ABOL, regozijada em prestar mais um relevante serviço ao mercado, aproveita para enfatizar seu denodo em enfrentar questões que significam claros ofensores ao setor, como as tratativas para equacionar a tabela de fretes mínimos, o regramento do setor em áreas estratégicas como a vigilância sanitária, dentre outros ambientes reguladores, anuentes e intervenientes da atividade.

Para o próximo ano, dentre os desafios da agenda ABOL, está a tramitação de projeto de lei que venha reconhecer o operador logístico como atividade econômica regular, buscando atualizar o regramento da armazenagem, dado ser o decreto original, de 1903.

Deve-se ainda, buscar a implantação da NPQ-OL - Norma de Pré-Qualificação do Operador Logístico, para que melhor se veja contabilizado o universo do mercado, e a formulação do Selo de Qualidade e Compliance ABOL, visando oferecer ao mercado um plantel de empresas com elevado grau de qualidade e responsabilidade em largo espectro.

A razão de ser do operador logístico, é agregar ganhos de eficiência na operação de seus clientes. Tais ganhos de eficiência são responsáveis por reduções de custos e consequentemente aumento nos níveis de rentabilidade dos embarcadores. No limite, este é o valor que o operador logístico retorna à economia do País.

(*) Por Paulo Resende, PhD, Professor e Coordenador do Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da FDC – Fundação Dom Cabral, e Conselheiro Consultivo da ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos e Carlos Cesar Meireles Vieira Filho, MSc, Presidente Executivo da ABOL, Diretor do Deinfra/FIESP, Vice-presidente da ALALOG – Associação Latinoamericana de Logística e membro da Seção VII da CNT – Confederação Nacional do Transporte.